É a aplicação da genética na dermatologia, para detectar a predisposição a doenças e a mudanças na pele relacionadas, por exemplo, ao envelhecimento, como o aparecimento de rugas precoces. Vale destacar, porém, que a presença de uma característica genética associada a um risco de doença, ou mesmo a um traço físico identificador, não significa que fatalmente estes irão ocorrer.

Um exame simples com a coleta de saliva, permite o mapeamento do DNA do paciente. Sabe-se que apenas 0,1 a 0,5% de diferenças genéticas podem resultar em variações em indivíduos da mesma espécie, chamadas SNPs (Polimorfismo de Nucleotídeo Único –em inglês Single Nucleotide Polymorphism). Essas variações possibilitam medir a predisposição ao sobrepeso e obesidade, intolerância à lactose e ao glúten (doença celíaca), cânceres de pulmão, de mama e ovário, leucemia linfocítica crônica, câncer de próstata, colorretal e melanoma, o pior câncer de pele, capaz de provocar metástase.

A partir dos resultados, é possível atuar preventivamente, com formulações farmacológicas individualizadas.

A formulação individualizada com base na pesquisa do DNA, tem oferecido suporte e resultados nunca antes encontrados. Por exemplo, entender a forma como cada indivíduo envelhece e a repercussão desse processo na sua pele, permite orientá-lo preventivamente tanto por meio de terapêutica tópica como oral, e até mesmo comportamental.

A possibilidade de usar substâncias estudadas farmacologicamente para bloquear cada gene que rege uma determinada característica do envelhecimento, em nossa prática diária, nos tem trazido respostas acima do habitual. Também foram observados resultados superiores para vitiligo e melasma.